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PRÓLOGO

 Aqui na Galeria Vieira Portuense O beijo O beijo pode ser um sorriso em tarde de chuva O beijo pode ser um  Olá dos amigos que nos abraçam  O beijo pode ser um poema por escrever ou dizer O beijo pode ser a força de um poema dito pela Alzira Pode ser a viola de uma amiga que canta Pode ser um livro acontecer ou uma escultura Pode ser um chapéu pintado do saudoso L.P.Viana Pode ser uma Romaria  ou Imaterialidadesdele mesmo Pode ser o poema do Homem Que Comprou oTempo Pode ser o meu lembrar o poeta o  Pintor Epicurista Pode ser escutar ainda na lembrança a D.Fernandinha Pode ser sonhar a poesia grega pela  Acilda Almeida  Pode ser ouvir o Violino Azul da Conceição Oliveira   Pode ser sentir a Infância da Olinda Sol amando a vida Pode ser tocar As Contas de Vidro  da Constância  Nery  Pode ser imaginar o MAR  do Jorge Carvalho  que amo Pode ser brincar no Mundo das Crianças de Filomena  Pode ser ver o Porto da Lour...

Maria Acilda Almeida

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  Portugal Portugal já não tem barcos olhando o horizonte Nem caravelas a partir rumo a oriente a descobrir As ruas esvaziaram , o cinema mudou o seu lugar, as escolas adormeceram ,os paquetes também adormeceram pachorrentos no cais sem ninguém para os fazer sonhar e as lojas cheias de tudo são lugares interditos a cada um entrar e os cafés são apenas lugares ao sol onde a primavera ,assim, a passos amedrontados vem incautamente seu lustroso matiz mostrar e as esplanadas com olhar vidrado no mar têm lugares onde já ninguém se vem sentar, as praças já só têm árvores em seu triste assomar e onde os pássaros estonteados vêm sua liberdade gritar… Os rios pujantes estão mais claros e até o mar menos denso menos plúmbeo o céu e menos acinzentado em seu silêncio invulgar e onde aviões ensurdeciam em seu ruidoso cruzar Já não se trocam beijos, e os abraços aguardam e são dados apenas com o olhar… Mas Portugal é ainda ´canção , o mesmo cravo de abril Sereno em seu triste desbotar é Grândola...

galeria Vieira Portuense

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Tabosa da Pena

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  TRÍPTICO POÉTICO SOBRE PORTUGAL Tabosa da Pena LUÍS DE CAMÕES (O ESPÍRITO DIONISÍACO) I Ergueste a espada com El-Rei D. Manuel I O Grifo dessa fortaleza literária que vale Igrejas, Exércitos e Castelos pois sua obra são "Os Lusíadas", desse Rei e desse trovador Lusíada amor, tantos Camões poetas não foram precisos? Tantos Lusitanos ínclitos não foram em vão? Para ultrapassar a Idade Média sempre ao leme em busca da espiritualidade perdida... Mas Portugal a renascer é luz do sol a brilhar... ...no mar do astrolábio no hemisfério, alma de Deus a procurar infinito, sofrego de destino! Saber que esse mar foi só Português que um povo trágico-marítimo conseguiu alcançar! E assim o amor que tiverdes, tereis o entendimento da lírica Camoniana... ...mas tão contrário é o amor à própria essência do amor! Porto, 19 Janeiro de 2019 TRÍPTICO POÉTICO SOBRE PORTUGAL FERNANDO PESSOA (A ESPECULAÇÃO OPERATIVA) II <Não a nós Senhor, não a nós, mas ao Teu Nome dá glória&...

Donzília Martins

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  “SENSIBILIDADES” Não há ninguém tão sensível como um poeta! De metáforas e dor a sua vida é cheia! Um coração puro, lavado, grande e de alma aberta Dá-se a todos por inteiro! E tudo o enleia! De rios de lágrimas e luz se faz o seu sangue Pois onde há pedras ele vê e sacraliza flores! Pega-lhes! Carrega-as! E, qual Sísifo exangue Espalha-as no caminho e as pétalas são dores. Existir para o poeta é uma forma de resistir, Coexistir, cantar, chorar e beber o cálice do amor. Em todos os cânticos há hinos de versos a sorrir Como se os lábios rubros não tivessem mais cor. Olhar saudoso, cabelos prateados pelo tempo Uma haste ereta, ora vergada a fecundar o chão. O poeta canta a dor o mar, o luar e o seu lamento É canção de amor a brotar sementes do coração. O poeta tem uma tal e insustentável sensibilidade Que chega a pensar que tem no peito o inteiro mar Confunde o tempo, a hora e na sua real verdade Desenha estrelas com a lua pousada no seu olhar. Donzília Martins “Da minha janela” Pr...

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Maria Olinda Sol

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 Maria Antonieta Pereira da Silva licenciada em História. Foi professora durante 36 anos no ensino oficial. Tem participado nas colectâneas de poesia da Galeria Vieira Portuense. 2020 Não sei de onde vem esta vontade de comer cerejas, olhar para as árvores, só, meter- me dentro do silêncio, pensar nas asas doAnjo Gabriel. Ficar espapaçada ao sol como o gato Fred que fugiu daqui para oquintal da vizinha. desejar antes a  Primavera que este calorinfernal, ninguém lê poemas,  eu escrevo o meu, a manhã espreita de soslaio por entreas cortinas verdes agitadas pelo vento. o coração bate mais forte, eu, sinto o que sinto neste dia de julho do ano estranho 2020 TE VOGLIO BENE Te voglio bene céu azul a romper por entre o nevoeiro da manhã, o sol ardente, de repente, batendo à minha janela fechada. o vento leve abrindo a cortininha branca amarrada em laçarotes cruzados, renovando de mansinho a sala adormecida. E os dedos abertos por onde escoam algumas mágoas, as maõs apanhando os ...