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A mostrar mensagens de agosto, 2020

galeria Vieira Portuense

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Tabosa da Pena

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  TRÍPTICO POÉTICO SOBRE PORTUGAL Tabosa da Pena LUÍS DE CAMÕES (O ESPÍRITO DIONISÍACO) I Ergueste a espada com El-Rei D. Manuel I O Grifo dessa fortaleza literária que vale Igrejas, Exércitos e Castelos pois sua obra são "Os Lusíadas", desse Rei e desse trovador Lusíada amor, tantos Camões poetas não foram precisos? Tantos Lusitanos ínclitos não foram em vão? Para ultrapassar a Idade Média sempre ao leme em busca da espiritualidade perdida... Mas Portugal a renascer é luz do sol a brilhar... ...no mar do astrolábio no hemisfério, alma de Deus a procurar infinito, sofrego de destino! Saber que esse mar foi só Português que um povo trágico-marítimo conseguiu alcançar! E assim o amor que tiverdes, tereis o entendimento da lírica Camoniana... ...mas tão contrário é o amor à própria essência do amor! Porto, 19 Janeiro de 2019 TRÍPTICO POÉTICO SOBRE PORTUGAL FERNANDO PESSOA (A ESPECULAÇÃO OPERATIVA) II <Não a nós Senhor, não a nós, mas ao Teu Nome dá glória&...

Donzília Martins

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  “SENSIBILIDADES” Não há ninguém tão sensível como um poeta! De metáforas e dor a sua vida é cheia! Um coração puro, lavado, grande e de alma aberta Dá-se a todos por inteiro! E tudo o enleia! De rios de lágrimas e luz se faz o seu sangue Pois onde há pedras ele vê e sacraliza flores! Pega-lhes! Carrega-as! E, qual Sísifo exangue Espalha-as no caminho e as pétalas são dores. Existir para o poeta é uma forma de resistir, Coexistir, cantar, chorar e beber o cálice do amor. Em todos os cânticos há hinos de versos a sorrir Como se os lábios rubros não tivessem mais cor. Olhar saudoso, cabelos prateados pelo tempo Uma haste ereta, ora vergada a fecundar o chão. O poeta canta a dor o mar, o luar e o seu lamento É canção de amor a brotar sementes do coração. O poeta tem uma tal e insustentável sensibilidade Que chega a pensar que tem no peito o inteiro mar Confunde o tempo, a hora e na sua real verdade Desenha estrelas com a lua pousada no seu olhar. Donzília Martins “Da minha janela” Pr...

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Maria Olinda Sol

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 Maria Antonieta Pereira da Silva licenciada em História. Foi professora durante 36 anos no ensino oficial. Tem participado nas colectâneas de poesia da Galeria Vieira Portuense. 2020 Não sei de onde vem esta vontade de comer cerejas, olhar para as árvores, só, meter- me dentro do silêncio, pensar nas asas doAnjo Gabriel. Ficar espapaçada ao sol como o gato Fred que fugiu daqui para oquintal da vizinha. desejar antes a  Primavera que este calorinfernal, ninguém lê poemas,  eu escrevo o meu, a manhã espreita de soslaio por entreas cortinas verdes agitadas pelo vento. o coração bate mais forte, eu, sinto o que sinto neste dia de julho do ano estranho 2020 TE VOGLIO BENE Te voglio bene céu azul a romper por entre o nevoeiro da manhã, o sol ardente, de repente, batendo à minha janela fechada. o vento leve abrindo a cortininha branca amarrada em laçarotes cruzados, renovando de mansinho a sala adormecida. E os dedos abertos por onde escoam algumas mágoas, as maõs apanhando os ...

MANUELA CALDEIRA

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  BÁLSAMO Os sons dançam em azáfama de alegria… Cores com aroma a pêssego transportam um manto de água salgada. O céu, cada vez mais baixo, desfaz palavras e abraça horas sem sono Num rumor macio ,a lua antecipa as marés… A nudez desafia a natureza. O corpo veste o silêncio num texto líquido de mel trazendo canções do tempo em que havia tempo. Maio deixa saudade… DOMINGO Espaços vazios. Alma nua. As mãos dormem em cinzas infinitas embalando sombras e inventando tempo. Há gente dentro dos livros num refúgio de palavras… Suspiram lembranças na memória do corpo em ecos quebrados que nos prendem a voz. O céu rompe o esquecimento envolvendo a tarde num véu diáfano, quase limpo… Resvala a brisa,que se percebe pelo toque dos dias parados. É domingo. MANUELA CALDEIRA M. Manuela Caldeira, é natural do Porto e licenciada em Filologia Germânica pela F.L.U.P. Exerce funções docentes no grupo 330. Escreve para fazer da vida também uma memória de afetos… m.manuelacaldeira@gmail.com 

Ângelo Vaz

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  Encontro   Na solidão de meu peito  Sangue gémeo meu  Longe de meu alcance  Mas perto de meu diário - dia a dia   Falta me fazes  Feroz vontade de te ter  Ancorada nesta terra me dispo  Dia a dia te procuro   Procuro em noite sebastianas  Procuro em noites de lua perdida  Encontro nas estrelas perdidas!     Renascer   Renasço dentro de ti  Tronco velho adormecido!   Tuas raízes  Absorvem minha alma!   Teus galhos me abraçarão  Para não mais cair!   Lixo podre humano  Não pode matar  A árvore que há, dentro de mim!   Quero   Derreter o gelo  Do silêncio da alma!   Quero  Que o fogo  Queime as roupas  Coladas aos ossos!   Quero  Que cures  A dor do peito  Que habita em mim!   Quero  Lavar meu corpo  Respirar em teu peito roubado  Presen...

Aurora Gaia

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  ELIZABETH LEITE          PINTORA FICO PERPLEXA AO TOCAR COM  OS MEUS OLHOS A TUA PINTURA AS TUAS CORES ESPALHADAS PELOS PINCÉIS  TRANSMUTAM-SE EM AMOR EM VIDAS VIVIDAS NESSE CRAVO ERGUIDO PELA CRIANÇA QUE FOSTE NESSE HOMEM QUE SE SOLTA DAS AMARRAS NESSA FIRME  DETERMINAÇÃO  DA MULHER  DE BRAÇOS CRUZADOS OLHANDO EM FRENTE NESTE ÊXTASE DE OLHAR A TUA PINTURA A EMOÇÃO SOLTA-SE DOS MEUS OLHOS  NESTA ARTE QUE VEM DE TEMPOS REMOTOS ATÉ  ESTA AURORA ATÉ  ESTE MEU ESTAR AQUI NESTE EXPORES NA TERRA QUE É A TUA PARA QUE A MEMÓRIA NÃO SE PERCA NUM QUALQUER RIO LETHES DA MEMÓRIA  CABEM NA TUA PINTURA AS  HISTÓRIAS  INFANTIS DO MEU  DO TEU TEMPO PRINCESAS CABEM AS HISTÓRIAS DO CARLOS NUNO GRANJA CABE  O TOQUE  DA GUITARRA DE CARLOS ARAÚJO  CABE LOPES GRAÇA NAS SUAS CANÇÕES HERÓICAS  CABE A MÚSICA DO COMPOSITOR NUNO DA ROCHA CABE O VIOLINO DE VLADIMIR OMELTCHENKO CABE RAÚL COSTA AO PIANO CO...