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António Gonçalves de Sousa

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António Gonçalves de Sousa, também conhecido por ToniAntónio, é natural de Barcelos onde nasceu em 1953 e reside em Esposende, sendo licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra. Escreveu dois livros de poesia e um em prosa (autobiografia e biografia familiar). Gosta de declamar, de representar obras dramáticas e de interpretar canções sobre a paz, o amor e (in) justiças sociais, acompanhando-se à guitarra. Coronavírus Ele chegou do Oriente sem avisar Entra nos corpos a doer, Ameaça os povos, quer matar. Temos que resistir e vencer! Corona, corona, vai-te embora, (Refrão) Deixa-nos viver em paz! Nós queremos as nossas vidas, Só te pedimos que vás! Se não conheces porque nos visitas? Se és inimigo porque entras nas casas? És peste, ó parasita desenfia, Vai-te com teu veneno nas asas! Choremos, tristes, quem sofre ou parte, Unidos na dor demos as mãos! Dar teu ombro agora é uma arte, Pois velhos e novos somos irmãos! Aplaudamos quem nos salva Das garras dessa maldita fera, Abracemo...

ANSELMO SIMÕES

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ANSELMO SIMÕES 78 anos, nasceu em Maiorca (Figueira as Foz) e vive em Buarcos. Estudou em Buarcos, Figueira da Foz, Lisboa, Tomar, Ota (Força Aérea), Coimbra(Escola Superior de Enfermagem): tres cadeiras do antigo 7o ano e bacharelato em Enfermagem. Antigo Sargento-Chefe da Força Aérea Portugesa, Dador Benévolo de Sangue. Enfermeiro, Voluntário da Cruz Vermelha Portuguesa. Dirigente Associativo, Observador Social, Filantropo (amador). Diversas condecorações militares e civis. Publicou Um pombo a voar e o mesmo pombo a comer-se,Pê-Há-Pá, Senhora das Pombas (Poço da Vila,1916). Tem mais dois livros em preparação. Co-autor de vinte e cinco antologias. Amigo da Tertúlia de Poesia da Galeria Vieira Portuense, Grupo Literário Amigos & Poetas, Grupo de Poesia da Beira Ria-Aveiro, 5a feiras de Leitura da Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomaz (Figueira da Foz) e In-Finita Toca a Escrever. Municipal Pedro Fernandes Tomaz (Figueira da Foz) e In-Finita Toca a Escrever. A todos os homens d...

Leonor Reis

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Maria Leonor Martins Reis Filha do Poeta Castro Reis, desde muito cedo tomou o gosto à poesia, que herdou do seu pai. Trabalhou na faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, (tesouraria). Em 2004 publicou o seu primeiro livro de poemas a que deu o título (Poemas feitos de saudade). Foi durante muitos anos Presidente da Direção Do Grupo de Estudos Brasileiros do Porto. A meu neto ou neta Como tardas em chegar E como fico ansiosa, Temo que não chegues a tempo Para que eu tenha tempo para te amar. Amar o teu corpo, o teu sorriso A luz do teu olhar. Mas continuo ansiosa Porque tardas em chegar E nesta minha loucura Vou caminhando apressada E sinto a lonjura da longa caminhada. Meu corpo cansado Não por te esperar Mas pela ansiedade de te ver chegar. Fico mortificada De imaginar como serás, Se algum dia serei por ti amada E na minha solidão, fico mais só Mas sei que um dia virás E me chamarás Querida avó. De, Leonor Reis A minha estrela De tanto olhar o espaço e o firmamento, Á procu...

Angelino dos Santos Silva

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Angelino dos Santos Silva, nasceu na aldeia de Recarei, concelho de Paredes, em 24NOV1948. Profissionalmente ocupa-se na venda de Produtos Químicos de Manutenção Industrial e na Assistência Técnica aos seus clientes. Nas horas livres, ocupa-se na criação de textos poéticos e romances históricos com ficção. KEPHAS – LIVRO II, próximo romance, será editado e apresentado em NOV2020. CABANAS BEACH Ah… barca do amor Amor de barca Que minhas penas levas Ria fora, formosa e bela Em tuas santas águas Vão choradas minhas mágoas De amores perdidos Em oceano de esquecimento Vai e leva meu lamento Que a ti deixo confiado E vem e traz-me do oceano Ria fora, formosa e bela Um mar de esperança Em ti deponho confiança Barca do amor Amor de barca E me livres deste tormento MEU MENINO MEU RICO MENINO! Nas asas da andorinha de madeira que me prendaste, eu voava corria sonhava e nelas o meu sonho ia mais além e tu meu menino meu rico menino comigo sonhavas também pareciam palmas a bater as asas da andorin...

Marília Manuela de Bessa Teixeira

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Marília Manuela de Bessa Teixeira Natural do Porto e residente na Maia. Licenciada em Ciências da Saúde, Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria Professora aposentada do Ensino Superior, lecionou nas ESE’s de Évora, de Coimbra, e do Porto. Estudou Pedagogia e Administração aplicada à área da saúde na Faculdade de Letras e na EEAE, Lisboa. Foi Provedora dos Estudantes da ESE do Porto entre 2011 e 2018. O gosto pela poesia surgiu já na infância, quando começou a ler e a recitar, na escola primária, poemas simples de autores populares. Hoje, a convivência com poetas de todo o mundo, consolida o seu amor à Poesia. Ao longo dos anos tem escrito e publicado em diversos meios de comunicação, revistas e coletâneas de poesia, portuguesas e espanholas. EVIDÊNCIA A espuma branca de ondas rebentando Nas rochas duras da praia deserta Era a imagem da dor consumando Dentro de mim uma chaga aberta Quando raivosas na pedra batiam E salpicavam meu rosto sereno Igual às mágoas que me con...

Conceição Ruivo

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Sozinha no meu terraço Aqui, no meu terraço Esbarro a vista Nestes medonhos muros De prédios enormes e sujos Que outrora foram armazéns De pesca e de pescado Terra de mar, eu sei. O mesmo que em dias cinzentos Nos enegrece a alma E nos atira, sem dó nem piedade Contra os rochedos pontiagudos Ferindo-nos a alma O corpo, esse já se habituou À agressividade do mar Aos encontrões da vida Aos dissabores azedos Que nos consomem as entranhas Sozinha, no meu terraço Eu tenho o sol que me abraça Julgo ouvir o barulho das ondas Enraivecidas a baterem na areia Sinto o vento da Serra Ouço os pardais da Primavera E os guinchos das gaivotas Que irrequietas e soberbas Poisam nestes telhados velhos Aqui, no meu terraço CR – 9 de abril de 2020 (em clausura do Covid 19) Sublime doçura Com a suavidade de uma borboleta Pousada nas pétalas de uma flor Assim acaricias o meu corpo Com a ponta dos dedos Deslizas por cada centímetro do meu ser Acariciando-me Sentindo-me a ceder A cada investida A todas as inve...

Filomena Fonseca

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FILOMENA FONSECA Nota biográfica Natural de Landim - V. N. de Famalicão. Lic. Estudos Artísticos e Culturais pela Universidade Católica. Foi bancária no BPA/Millennium BCP. Publicou: poesia “Os Degraus da Casa” em 2008, c/ 2ª edição em 2015. Prosa “A Vida é um Desafio” em 2018. Coautora em mais de quarenta Antologias Poéticas. Publica regularmente poesia na imprensa regional e participa em tertúlias. Pinta e expõe desde 1983. Distinguida com vários prémios. Representada em coleções públicas e particulares. Executou diversas ilustrações em obras literárias. REAPRENDER A VIDA Sem presságio nem razão entrou o susto nas nossas vidas a abrir fendas de medo e solidão. Ao desenhar a curva dos desejos, as mãos ansiosas de voos ousados embalam saudades de antigos ensejos. No ar repousante das manhãs há um aconchego forçado, indeciso e exagerado a reduzir os nossos passos e num sentir mudo e profundo em desavença com o mundo secaram as fontes dos abraços. Medindo distâncias, contrariados, reapre...

Conceição Freitas

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Conceição Freitas nasceu em Castelo de Paiva. Ainda jovem, mudou-se para Espinho onde ainda hoje reside. Tem já um considerável número de obras publicadas entre as quais figuram os dois livros de poesia “Amanheci na Poesia” (2015) e “O Último Livro” (2016), nove participações em coletâneas “Arte pela Escrita” e “Coletânea Galeria Vieira Portuense” e o seu mais recente trabalho, “Simão, O Menino Perdido” (2020), um romance em verso. Escreve ainda regularmente para a sua página de Facebook “Sonhando se Vai Vivendo”. Este percurso foi já premiado com a 1ª menção honrosa no Concurso de Poesia “Prémio Dr. Mário Clímaco 2018” da Academia brasileira ALEPON com o poema “Queria ser Feliz”. Meu sonho foi o encanto Que ao conhecer-te perdi E confesso que foi tanto Que juro não esqueci. Sonhos são o que são, Mas o enquanto é doidice. Tantos faz perder em vão Caídos em grande tolice. E esse encanto tão meu Que nesse dia perdi Sonhava encontrar o teu No dia que te conheci. Desencantada entretanto Ta...

Cito Loio

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O QUE PUDE (soneto citolóibrico) Soltei qual fera um vibrante rugido num grito de luso africano traído, e ouvindo rufares de mil batuques dei conta dos fazedores de truques. Cantando então iniciei nova epopeia, que a vil traição jamais se premeia, e evitando incómodo embargo de voz sublimei a bravura d'egrégios avós. Tarde tentei olvidar erros passados, suster 'revolta com outros fados por irrecuperáveis 'sonhos da juventude, E eloquente escrevi o que pude elogiando da pátria heróis abandonados. Cito Loio BEM VINDA Fugitivo das chineladas de minha mãe e sobrevivente duma escusada guerra, enfrentei depois inqualificáveis insultos de gente que já nascera sem dignidade. Tardou sei, mas acabei vendo também venderem aquela dita ser sua ditosa terra sabedores serem titulares de indultos mesmo escamoteando por dinheiro 'verdade. Mas tem a mentira diz 'ditado curta a perna, acostada em palácios ou numa caserna, ao nascer do Sol ou a cada noite finda. E conquistada de novo a...

Manuel Maia

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A essência Da tua existência Está no entendimento Do teu sentimento. E porque és mulher É para o sentimento estéctico Que voa meu pensamento. Para aquele estado Em que o subjectivo Se confunde com o objectivo E estes…com o Amor. Esta confusão Só desaparece Com a intrusão Da sensação Em concepção. Clarinha, Quando entenderes isto Que teu avô Agora diz, (Já que ele escreveu, Apenas e tão só, Para matar a solidão E ser um pouco feliz Ao pensar em ti) Quando entenderes… Serás uma mulher Adulta, normal e culta. E eu, Esteja onde estiver, (Sei que vou estar Muito longe do teu olhar) Mas sempre no lugar certo Onde te possa ver perto… POEMA À MINHA NETA Vai, Clarinha, Vai já, Porque a vida espera por ti Mesmo ali Ao virar da esquina Por trás de cada segundo. Aproveita o viço que a vida te dá. A Vida é uma viagem: um adeus que caminha! Vai minha menina, traquina, ladina… Porque é teu o mundo! Vai, e faz da luta pela vida A tua locomotiva. Vai, Clarinha, vive, É urgente que vivas! Sei que tens u...

João Nunes Carneiro

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Casas Assombradas da Minha Aldeia * Nas casas devolutas e assombradas Sussurram espíritos e esqueletos Deambulam fantasmas, almas penadas Nos corredores, jardins e coretos. * Nestas casas velhas profanadas  pelo tempo Entre as teias de aranha e caruncho vivem herbáceas, insetos, minhocas, fungos e funcho. * Dos tetos caem tábuas, barrotes e ripas. Do chão, levanta-se o velho soalho. Na adega, dantes havia tonéis e pipas Úmido ermo chão de terra e cascalho. * E cá fora, ouvem-se murmúrios e gemidos soltos do interior. Entre as silvas e o telhado, uiva o vento que sopra forte. E nos gritos abafados pela dor,  fede ainda o odor da morte. * Em noites escuras de denso nevoeiro por entre as silvas e o chão... Jazem cobras, doninhas, ginetos e lagartos por d'entre as fétidas ripas do palheiro veem-se ratazanas, víboras e ratos. * No ecoar dos primeiros sons matinais Ouvem-se vozes e gritos. Barulhos estridentes,  dissonantes gargalhadas, galreadas, ais rangeres de dentes, algaza...

Conceição Oliveira

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Conceição Maia Rocha de Oliveira é natural de Aveiro, Portugal, onde reside; Licenciada em Português/Francês pela U. de Aveiro, diplomada pelo Magistério Primário e pela Alliance Française, exerceu docência; Publicou diversas obras – Poesia, prosa, Juvenil e Infantojuvenil; Coautora em Coletâneas, Antologias, Agendas, Revistas Culturais - Portugal, Brasil, Moçambique, Equador, Roménia; Foi distinguida com Prémios Literários e Menções Honrosas; Recebeu alguns prémios e outras distinções na área da pintura; Prefaciou, posfaciou e apresentou obras; Ilustrou capas e poemas (seus e de outros autores); Integrou Júris Literários - Editoras e C. Municipal de Aveiro - Concurso Jovem Criador, de 2015 a 17; Integra diversas Associações Culturais e Filantrópicas - nacionais e internacionais, nomeadamente APE; APP; CEMD; GPA; Movimento União Cultural; AveiroArte; AAAGP; Friends ’Talents; Art ’Oeste; Árvore – Cooperativa – as mais relevantes. AS CASAS, VOTARÃO A SORRIR? Estão tristes, as casas. Cerr...

Céu Guedes

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Despeço-me do vazio. Saio. Fecho a porta. Danço. Respiro. Rodopio em passinhos  De menina. Sou forte. Grito. Chamo-te!  — Ecos —. Mas a tua voz está  Lá, no meu  Coração. Aninho-me num Aconchego de amor!... ...E sonho contigo Na ilusão                  de um noivado                 Primaveril. Céu Guedes. Estou calma e serena. O meu íntimo está em sintonia  com uma brisa bonita que me Acaricia. Estou só, aqui, algures onde ruídos me despertam!... Está belo o céu. Uma tristeza.beleza envolventes afagam-me.           E            SInto-me Eu,  Mulher, e Feliz por o ser e Feliz por nunca  Deixar de te Amar. Céu Guedes NO BOSQUE HÁ O BRANCOR No bosque há o brancor do orvalho que lava o cabelo misterioso do arvoredo. Uns passinhos de duendes são afagos travessos a adornar a floresta. As fadas vestidas de névoa  aco...

Fernanda Guedes

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NOITE Como é linda a noite!...   - escrever na noite -. Ouvir os sons do relógio, Sons dos gatitos com muitos periquitos. Ouvir os vizinhos escrever e estudar. Aprender: história, matemática e filosofia                  Sempre com um                 pouquito de Alegria. Fernanda Guedes Rosas  O HOMEM  O Homem é natureza   e deve ser beleza. Há os egoístas, que só pensam neles,          Enfim!... Os marginalizados       e os coitados, precisam ser ajudados!... Há também inteligentes, poetas, músicos  e trabalhadores, e não esquecer  os escritores!... Com esperança para todos, por parte da natureza. Fernanda Guedes Rosas PORTO Gosto de ir ao Porto passear nas ruelas e vê-los, a eles e a elas. Curtir momentos, arranjar casamentos. Cuidar dos Livros, Ver monumentos, igrejas, jovens, crianças e velhinhos. Comer docinhos com...

Carmo Silva

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MANANCIAL A vida oferece tudo. Sol, Água, Vento, Pedras e Mar. E o Homem olha e não vê A beleza da Natureza O brilho do Sol O arco-íris ao anoitecer. O Homem chora. Chora porque procura Chora porque não encontra Este manancial Da Natureza. O Homem é egoísta. Pensa que conquista A Beleza apenas por a querer. Mas está enganado! A Beleza é efémera E a Natureza é eterna. Viva a vida Viva sem procurar. E o que for seu Sem custo Irá encontrar. Carmo Silva, 14 de julho de 2020 Esta epidemia Esta epidemia Roubou-me a inspiração Para escrever poesia. Queria estar sempre contente Encontrar vocábulos alegres Mas minha mente não o consente. Poderia inventar viagens magníficas Só que o astuto leitor Não ficaria preso nessas armadilhas. Por isso, mais vale a sinceridade Sonhar com a cura imediata E não pecar pela vaidade. Talvez um dia, ainda bem cedo, Com um pouco mais de sabedoria Retome este tema, já sem medo. Carmo Silva, 14/07/2020 Carmo Silva Maria do Carmo Fernandes Marques da Silva Natural d...

Alice Branco

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Quatro cantos, quatro lados Quem te dera, quem te dera correr, pular e saltar hoje entrou a Primavera aproveita, vai brincar. Está a acabar o cinzento está a chegar o lindo verde tens algo no pensamento o atravessar da rede. Ultrapassarás a rede sairás da escuridão hoje em ti é tudo verde não sentes tristeza... não. Assim, só ou acompanhado abre a porta e sai para a rua e grita por todo o lado a esperança é minha... é tua. Se uma árvore fores saudar sentirás a esperança que de novo irás voltar à pureza da criança. É Dia da bela Árvore tudo é verde, tudo é cor é Dia da Primavera tudo renasce em flor. É Dia de Lua Cheia tudo é luz, tudo é luar é Dia da Poesia tudo enfim, vai melhorar. É Dia Contra o Racismo digo alto, nunca mais aceito o Dia do Altruísmo dizer sim, nunca é demais. Dia Contra o Racismo Árvore, Poesia e Primavera os quatro cantos do Mundo. Quem te dera, quem te dera viver nele numa realidade de união, paz e abundância envolvidos num amor muito profundo. Não há fado sem poe...

Rosa Maria Valente Soares

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ETERNIDADE Quando o cio das gaivotas Se enreda no abraço das marés, Dispo-me num remoinho de búzios, Bebo a melodia dos barcos. No penhasco As gaivotas ardem com os braços estendidos… Moro no lugar de onde nunca saí, Com um pedaço de mar a dançar no cabelo E um galho de árvore enlaçado ao pescoço. Quando vieres, Acende os pirilampos da calçada. Não acordes os fantasmas com a tua amargura, Não gastes o sorriso com discursos Nem dinheiro em anéis. Traz-me a lua e as estrelas que brincam no telhado. Embrulha-as num paninho de lã para não se constiparem. Se no jardim ainda medrarem malmequeres e grilos E na praça, meninos rotos a chutar a bola, Para não se quebrar nenhum instante Traz-me esse presente aninhado num cestinho Para eu voar em ziguezague até á nuvem E bordar um jardim na eternidade. Rosa Maria Valente Soares NA TUA PELE Podias emprestar-me Um poro da tua pele Para esculpir o meu poema. Já gastei o papel e a tinta, Só me resta o cinzel… Nos poros da tua pele Moram em desalinho O...

Maria Afonso Morais

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Nasceu em Macedo de Cavaleiros (1948), encontrando-se, presentemente, a residir na cidade do Porto. É licenciada em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Concluiu também os seguintes cursos:  Alliance Française – Délégation Générale au Portugal;  Estudos Superiores Especializados em Administração Escolar – Escola Superior de Educação de Bragnça. Ao longo da sua carreira como Professora do Ensino Secundário Oficial lecionou as disciplinas de Literatura Portuguesa, línguas Portuguesa e Francesa, bem como Técnicas de Tradução de Francês. Desempenhou vários cargos inerentes à sua profissão. A escrita, a pintura, a declamação, sempre a motivaram. Atualmente, na situação de Professora aposentada, encontra neste contexto, um lenitivo para a sua vida sócio-ativa, pró-ativa. Participa em tertúlias literárias, exposições coletivas de pinturas, tendo já colaborado com seus poemas em algumas coletâneas, a citar: coletânea “Galeria Vieira Portuense”, Editora Corpos...

Maria Regina Bacelar

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Maria Regina Bacelar Nasceu em Barcelos e estudou em Viana do Castelo. Veio para o Porto aquando do seu primeiro emprego e por cá constituiu família e cresceu como pessoa. Apesar da sua profissão em Contabilidade, nunca se afastou das Letras. Escreveu o seu 1º poema aos 12 anos e nunca mais parou. Colaborou em vários jornais e revistas e ganhou vários Jogos Florais. Faz parte de várias tertúlias poéticas. Montanhas e Rios de Abraços Tenho rios de beijos e montanhas de abraços engarrafados, nesta quarentena que me amordaça e me suspende o andamento... Quando eu puder cortar as ondas, passear no parque, ouvir o canto dos pássaros, abrirei as garrafas enrolhadas e distribuirei os beijos, os abraços, os afectos e esta minha imensa saudade!... ABRAÇO   Sei que vou abraçar-te de novo não sei quando não sei onde... Esta imensa saudade fortalece.me e pensar em ti alimenta-me nesta solidão Covid.19... Vamos voltar mais fortes vamos conseguir (nem todos o conseguirão)... Eu chegarei lá ...

Dina Magalhães

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E eu fiz este Poema E eu fiz este Poema Ate dá para rir E também faz falta Porque e preciso alegria Para animar a malta Há máscaras de todas as cores Preta, vermelho, azul, branco As vezes dá impressão Que vamos assaltar um Banco Se há meio ano atrás Alguém nos disse-se Que íamos passa andar Todos de cara tapada De certeza absoluta Que ninguém acreditava Mas graças a Deus Apesar de doloroso Eu digo cinseramente Muitos nem a isso chegaram Porque partiram infelizmente Paz suas Almas E as melhoras de todos os afetados Que temos por esse mudo Além Mas temos Fé se Deus quizer Isto vai ficar tudo bem 19/06/2020 Dina Magalhães Os três santos Populares Foram todos pro pagode Santo António dia 13 S. João a 24 E S. Pedro a 29. Eu que fui quase sempre a Lisboa Ver as noivas de Sto Antonio E as Primeiras há 60 anos também Mas este ano infelizmente Não houve casamentos pra ninguém. A noite de S. João era animada Alegrava – nos o coração A comer as sardinhas e um copito E o martelinho na mão. Mesmo ...

Susana Cunha Cerqueira

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Baile de roda Ai, rapariga! Dança, moça! Rodopia! Vira e ginga a cintura, Enrola-te na romaria! Ai, rapariga! Nos meus braços desfaleces, Com medos e arrepios. Braços leves, passos ágeis, Que o coração não para, Nestas noites de folia! Ai, rapariga! Arfas de tanto bailar. Deixa-te levar! Não fujas! Que meus braços te seguram. Ai, rapariga! Quero só o teu sorriso, Tua chieira, teu beijo, No estrelar d'um foguete. Não pares! Gira, volta! Rodopia! [O vira da vida se dança assim!] Susana Cunha Cerqueira Esta que amo Não quero falar de morte, mas de vida. Mas a morte está presente e observa- nos…Lambendo-nos ao de leve. Observa-nos. A morte passou a ser a companheira, a amante, ali, atrás de… Não há toque, mas há a carícia da morte e a luta incessante pela vida, seja ela qual for ou de quem seja. Na vida ou na ânsia da morte apenas medo, sempre o medo, até de respirar ou de sentir respirar o Outro… e desviámo-nos, afastámo-nos, como se o Outro fosse já cadáver ambulante, putrefacto,...

Pompeu José Vieira Pais

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Pompeu José Vieira Pais nasceu na cidade do Porto, freguesia de Campanhã a 13 de Março de 1959. Bancário de profissão. Licenciou-se em Gestão Bancária pelo Instituto Superior de Gestão Bancária. Possui o CCP de Formador e é membro da Ordem dos Contabilistas Certificados. Desde muito jovem que desenvolve o gosto pela Poesia. Tem participado em várias Tertúlias de Poesia e em Antologias Poéticas!  Poema do desconcerto Poeta, ando desagradado com estes dias mal pilotados, triste com esta república desarranjada, Pátria do superendividamento, terra dos cravos mal amada que despreza o espírito de conquista a cultura, os valores humanistas.  Pátria desgraçada, acorda com a ciência faz renascer a criatividade transforma a fraqueza em força para reverteres o caminho da decadência que me deixa desconcertado. Transforma a fragilidade em esperança, avança pela espiritualidade do poeta do antigo império. MAIO As maias nas portas das casas lembram-me de ti avó jovem e morena! E já estamos e...

Francisco José Rito

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Filho e neto de pescadores e varinas, Francisco José Rito nasceu em Abril de 1969, na Murtosa, terra onde cresceu e foi educado, com a simplicidade que sempre caracterizou as gentes da borda-d' água. Aos 19 anos, confrontado com a precariedade da época, fez a mala e partiu para o outro lado do mundo, onde se fez homem e de onde regressaria em 2010. Vida rica de trabalhos e de sentidos que inspiraram escritos dos mais variados géneros literários, que nunca parou de anotar e guardar. Autodidacta, publicou em prosa e em verso, as obras que se seguem: Em 2011 – Um mar de sentidos – Poesia – Edição de Autor, 2012 – Palavras Litorais – Poesia – Edição de Autor, 2013 – Entre o olhar e a alma – Poesia e Fotografia, em parceria com Carlos Figueiredo – Edição de Autor, patrocinada pela Câmara Municipal da Murtosa, 2014 – O doce aroma dos cardos – Poesia – Edição de Autor, 2014 – Contar Marinhão – Contos – Edição de Autor, 2015 – Mal me queres bem – Poesia – Edição de Autor, 2016 – Soneca...

Manuel Ramos Costa

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Manuel Ramos Costa, pseudónimo de Manuel António da Silva Costa, é natural de Ovar, onde desde 1956 tem morada. Animador sociocultural, de profissão, tem cultivado desde muito cedo o prazer de ler e de escrever, em prosa e em verso. De sua lavra para o Teatro deu à estampa: Final Feliz; O Cavaleiro da Utopia; O Adorável Divórcio; e A Floresta Cinzenta. Pelo palco ficaram muitas outras peças suas, que até à data não foram publicadas em livro. Em poesia: Inventar a Cidade; De outra maneira não sei dizer; e Miniscriptos de Mininstantes sem Importância (3 cadernos artesanais). Tem igualmente escrito para as Trupes de Reis de Ovar e para as Marchas Populares do seu lugar. Radialista e sócio fundador da rádio Antena Vareira. Presidente, diretor artístico e membro fundador da Contacto – Companhia de Teatro Água Corrente de Ovar. Encenador ligado a vários grupos de teatro de âmbito associativo. Colaborador dos jornais da sua região. ATO DE CONTRIÇÃO Não Não há pássaros negros no hoje do meu cé...

Manuela Caldeira

Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque

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A POESIA CUSTA A ACORDAR Antes de me deitar deito o poema numa página aconchego-lhe a tinta enrosco-o nas curvas das linhas o poema quer-se aquecer ponho-lhe mais um verso quente por cima e dou-lhe a companhia da rima por fim, o poema adormece com um sorriso entre linhas! Retiro-me, de mansinho depois deito-me eu ambos esperamos o dia O sol apareceu em esplendoroso raiar e alguém leu o poema não sei se nele poesia leu! É que a poesia, nos poemas custa, muito, muito a acordar! CUSTO DUM POEMA!! Fazer um poema é ir à floresta cortar uma árvore pagar o transporte trazer o tronco até à serração mandar serrar serrar serrar cada vez mais delgado cada vez mais fino cada vez menos pau até que fique num palito, para depois o poeta tirar dos dentes uma lasca de bacalhau da última refeição só depois é que lhe veio a inspiração e, nas calmas, fez este poema Cortar uma árvore mereceu a pena! Depois, leu o poema, ouviu muitas palmas! REMENDOS Pego nas palavras brinco, desmancho-as espreito-lhes o si...

Agostinho Silva

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BIOGRAFIA / BIBLIOGRAFIA Nome: Agostinho Pinheiro da Silva Email: agostinhopsilva@gmail.com Morada: S. João da Madeira Habilitações Académicas / Profissão  Mestre em Gestão/MBA, com especialização em gestão de recursos humanos;  Frequência mestrado em Finanças;  Licenciado em História.  Contabilista Certificado Publicações:  Labirinto Mágico, 2009;  Admirável Lugar (Ebook), 2013;  Avião de Papel, 2015;  Alma Ferida, 2015;  A Ilha do Adriano, 2016.  Participação em diversas coletânias, entre outras:  Chiado Editora;  Lagoa de Óbidos;  Grupo de Poetas da Beira Ria/Aveiro;  Pastelaria Studios;  Costa de Prata PELAS TARDES FORA Inalamos com fervor o odor a resina dos pinhais como se fosse o sabor a mel das colmeias ali bem perto quando os passeios sucediam pelos campos ainda verdes nas manhãs que anunciavam a chegada do verão. Sem receios a roupa despimos e à água nos lançamos como dois jovens inocentes às margens nos agarramos para não sermos sorvidos nem pelas correntes le...