Pompeu José Vieira Pais
Pompeu José Vieira Pais
pjvpais@gmail.com
1)
Poema do desconcerto
Poeta, ando desagradado com estes dias
mal pilotados,
triste com esta república desarranjada,
Pátria do superendividamento,
terra dos cravos mal amada
que despreza o espírito de conquista
a cultura, os valores humanistas.
Pátria desgraçada,
acorda com a ciência
faz renascer a criatividade
transforma a fraqueza em força
para reverteres o caminho da decadência
que me deixa desconcertado.
Transforma a fragilidade em esperança,
avança pela espiritualidade do poeta
do antigo império.
Pompeu José Vieira Pais
2)
MAIO
As maias nas portas das casas
lembram-me de ti
avó jovem e morena!
E já estamos em maio
no auge da primavera
no ressurgir da paixão.
Cereja, voltarás!
Com a chegada do estio
o amor parece um sonho
cheio de pássaros festivos
os piares quebram o silêncio que se faz sentir.
Respira-se pouco com receio do vírus!
O medo parecia pequenino, mas tem crescido,
tem mudado a vida!
Que retornem os sonhos perdidos
no dia primeiro, a festa dos trabalhadores
ESPOLIADOS!!!
O vírus para tudo serve
PÃO E ROSAS!!!
Neste mês mariano
que não se vejam peregrinos em esforços desnecessários
mantenham a fé, festejem as mães numa epidemia de giestas!
É o mês da espiga e dos encantos femininos.
Maio inspira-me, fértil e abundante nos amores.
Maio vai devolver sorrisos.
Em maio como as cerejas ao borralho!
Pompeu José Vieira Pais
CV
Pompeu José Vieira Pais nasceu na cidade do Porto, freguesia de Campanhã a 13 de Março de 1959. Bancário de profissão. Licenciou-se em Gestão Bancária pelo Instituto Superior de Gestão Bancária. Possui o CCP de Formador e é membro da Ordem dos Contabilistas Certificados. Desde muito jovem que desenvolve o gosto pela Poesia. Tem participado em várias Tertúlias de Poesia e em Antologias Poéticas!
pjvpais@gmail.com
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