Conceição Freitas
Conceição Freitas nasceu em Castelo de Paiva. Ainda jovem,
mudou-se para Espinho onde ainda hoje reside. Tem já um
considerável número de obras publicadas entre as quais figuram
os dois livros de poesia “Amanheci na Poesia” (2015) e “O
Último Livro” (2016), nove participações em coletâneas “Arte
pela Escrita” e “Coletânea Galeria Vieira Portuense” e o seu
mais recente trabalho, “Simão, O Menino Perdido” (2020), um
romance em verso. Escreve ainda regularmente para a sua
página de Facebook “Sonhando se Vai Vivendo”. Este percurso
foi já premiado com a 1ª menção honrosa no Concurso de Poesia
“Prémio Dr. Mário Clímaco 2018” da Academia brasileira
ALEPON com o poema “Queria ser Feliz”.
Meu sonho foi o encanto
Que ao conhecer-te perdi
E confesso que foi tanto
Que juro não esqueci.
Sonhos são o que são,
Mas o enquanto é doidice.
Tantos faz perder em vão
Caídos em grande tolice.
E esse encanto tão meu
Que nesse dia perdi
Sonhava encontrar o teu
No dia que te conheci.
Desencantada entretanto
Também deixei de sonhar,
Tudo colapsou em quebranto
Sem encanto para encantar
Quem de sonhos já vivia
Para lhes saber o encanto,
Mas tudo o que conseguia
Se desfazia entretanto.
Conhecer-te foi erro que cometi
E confesso que foi tanto
Porque foi sonho e encanto
Que nesse dia perdi.
Não sei porque é que chora
O coração que em mim existe
Sabendo que a cada hora
A vida teima e persiste
Em dizer-lhe: “Meu pequeno,
Não te sintas mal assim.
Sabe que o tempo é ameno
E também me tens a mim.
Se não fosse eu, não batias,
Não poderias viver
E amor não sentirias
Nesse teu doce bater.
Põe alegria em meu peito
E bate devagarinho
Até apanhares o jeito
De só bater com carinho,
Mas chorar isso não faças
Porque isso me deixa triste.
Só acumula desgraças
E a elas ninguém resiste.
Canta o que sabes cantar
Baladas para ser feliz
Daquelas que fazem amar
Em sonhos que ninguém diz”.
conceicao.freitas.gomes@gmail.com
Comentários
Enviar um comentário