Maria Afonso Morais
Nasceu em Macedo de Cavaleiros (1948), encontrando-se, presentemente, a residir na cidade do Porto. É licenciada em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Concluiu também os seguintes cursos:
Alliance Française – Délégation Générale au Portugal;
Estudos Superiores Especializados em Administração Escolar – Escola Superior de Educação de Bragnça.
Ao longo da sua carreira como Professora do Ensino Secundário Oficial lecionou as disciplinas de Literatura Portuguesa, línguas Portuguesa e Francesa, bem como Técnicas de Tradução de Francês. Desempenhou vários cargos inerentes à sua profissão. A escrita, a pintura, a declamação, sempre a motivaram. Atualmente, na situação de Professora aposentada, encontra neste contexto, um lenitivo para a sua vida sócio-ativa, pró-ativa.
Participa em tertúlias literárias, exposições coletivas de pinturas, tendo já colaborado com seus poemas em algumas coletâneas, a citar: coletânea “Galeria Vieira Portuense”, Editora Corpos (2015); colectânea "Galeria Vieira Portuense", Editora Corpos (2016); antologia de Poesia Contemporânea "Entre o Sono e o Sonho, Tomo II",
Chiado Editora (2015), colectânea “40 Poetas Transmontanos de Hoje, volume I”, Âncora Editora (2017), colectânea “Galeria Vieira Portuense 2018”, Corpos Editora (2018), colectânea “Antologia Artelogy Primavera 2019”, Artelogy (2019), “Galeria Vieira Portuense 2019”, Corpos Editora (2019), colectânea “Rostos de Terra”, Academia de Letras de Trás-os-Montes (2019), colectânea “Palavras de Cristal-Volume VI” (2020).
Publicou em nome próprio, com edição de autor, um livro de poesia com o título "No Sítio do Coração" (2016).
O rubor das rosas rubras
gosto de pessoas que sabem Sol ser
e que têm muita luz no peito a brilhar
mesmo quando a enorme ventania teima em soprar
gosto do regresso das andorinhas ao ninho
mesmo com o Mundo ao contrário
onde a poesia num bailado de versos fica a esperar.
da minha janela vejo o rubor das rosas rubras
como o som de uma romântica canção
deixo o tempo tranquilamente continuar a fluir
e logo o Sol há-de brilhar em meu coração.
a chuva intensamente caiu
o vento como um tufão soprou
o sol renasceu e sorriu
a rua depois da tempestade secou
a menina ao som da alegria de viver
com o rubor das rosas rubras no rosto
bordado o xaile, dançou.
o rubor das rosas rubras.
maria afonso morais, maio 2020
Celebrarei Novas Primaveras
da minha varanda vejo o Mundo!
o meu olhar tem asas… é Primavera em meu redor!
respiro o ar fresco que passa e fica.
envolta em cores de rosas de silva brava
e outras singelas flores
recebo o aroma do alecrim…
mas penso no que haverá nos dias para além do horror.
quando nos for possível voltar a beijar
será que o faremos sem temor?
quebraremos as correntes de prisioneiros das sombras
da “Caverna” em direcção à Luz?
no tecto, cegos, dormem morcegos.
“Ensaio sobre a Cegueira “do século XXI…
enquanto esse tempo não acontecer
vou continuar à espera de te voltar a ver.
enquanto houver o canto dos pássaros
escondidos nas árvores de meu jardim,
espero ver o vento mudar
voarei nas suas asas para te encontrar.
celebrarei novas Primaveras
enquanto as flores nas varandas dos Montes
saciarem a fome e a sede.
enquanto braços a pulso
fabricarem as flores e os frutos
estarei aqui no meu Lugar a observar o Mundo
na Esperança de te poder abraçar e beijar.
maria afonso morais, Abril 2020.

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