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António Gonçalves de Sousa

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António Gonçalves de Sousa, também conhecido por ToniAntónio, é natural de Barcelos onde nasceu em 1953 e reside em Esposende, sendo licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra. Escreveu dois livros de poesia e um em prosa (autobiografia e biografia familiar). Gosta de declamar, de representar obras dramáticas e de interpretar canções sobre a paz, o amor e (in) justiças sociais, acompanhando-se à guitarra. Coronavírus Ele chegou do Oriente sem avisar Entra nos corpos a doer, Ameaça os povos, quer matar. Temos que resistir e vencer! Corona, corona, vai-te embora, (Refrão) Deixa-nos viver em paz! Nós queremos as nossas vidas, Só te pedimos que vás! Se não conheces porque nos visitas? Se és inimigo porque entras nas casas? És peste, ó parasita desenfia, Vai-te com teu veneno nas asas! Choremos, tristes, quem sofre ou parte, Unidos na dor demos as mãos! Dar teu ombro agora é uma arte, Pois velhos e novos somos irmãos! Aplaudamos quem nos salva Das garras dessa maldita fera, Abracemo...

ANSELMO SIMÕES

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ANSELMO SIMÕES 78 anos, nasceu em Maiorca (Figueira as Foz) e vive em Buarcos. Estudou em Buarcos, Figueira da Foz, Lisboa, Tomar, Ota (Força Aérea), Coimbra(Escola Superior de Enfermagem): tres cadeiras do antigo 7o ano e bacharelato em Enfermagem. Antigo Sargento-Chefe da Força Aérea Portugesa, Dador Benévolo de Sangue. Enfermeiro, Voluntário da Cruz Vermelha Portuguesa. Dirigente Associativo, Observador Social, Filantropo (amador). Diversas condecorações militares e civis. Publicou Um pombo a voar e o mesmo pombo a comer-se,Pê-Há-Pá, Senhora das Pombas (Poço da Vila,1916). Tem mais dois livros em preparação. Co-autor de vinte e cinco antologias. Amigo da Tertúlia de Poesia da Galeria Vieira Portuense, Grupo Literário Amigos & Poetas, Grupo de Poesia da Beira Ria-Aveiro, 5a feiras de Leitura da Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomaz (Figueira da Foz) e In-Finita Toca a Escrever. Municipal Pedro Fernandes Tomaz (Figueira da Foz) e In-Finita Toca a Escrever. A todos os homens d...

Leonor Reis

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Maria Leonor Martins Reis Filha do Poeta Castro Reis, desde muito cedo tomou o gosto à poesia, que herdou do seu pai. Trabalhou na faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, (tesouraria). Em 2004 publicou o seu primeiro livro de poemas a que deu o título (Poemas feitos de saudade). Foi durante muitos anos Presidente da Direção Do Grupo de Estudos Brasileiros do Porto. A meu neto ou neta Como tardas em chegar E como fico ansiosa, Temo que não chegues a tempo Para que eu tenha tempo para te amar. Amar o teu corpo, o teu sorriso A luz do teu olhar. Mas continuo ansiosa Porque tardas em chegar E nesta minha loucura Vou caminhando apressada E sinto a lonjura da longa caminhada. Meu corpo cansado Não por te esperar Mas pela ansiedade de te ver chegar. Fico mortificada De imaginar como serás, Se algum dia serei por ti amada E na minha solidão, fico mais só Mas sei que um dia virás E me chamarás Querida avó. De, Leonor Reis A minha estrela De tanto olhar o espaço e o firmamento, Á procu...

Angelino dos Santos Silva

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Angelino dos Santos Silva, nasceu na aldeia de Recarei, concelho de Paredes, em 24NOV1948. Profissionalmente ocupa-se na venda de Produtos Químicos de Manutenção Industrial e na Assistência Técnica aos seus clientes. Nas horas livres, ocupa-se na criação de textos poéticos e romances históricos com ficção. KEPHAS – LIVRO II, próximo romance, será editado e apresentado em NOV2020. CABANAS BEACH Ah… barca do amor Amor de barca Que minhas penas levas Ria fora, formosa e bela Em tuas santas águas Vão choradas minhas mágoas De amores perdidos Em oceano de esquecimento Vai e leva meu lamento Que a ti deixo confiado E vem e traz-me do oceano Ria fora, formosa e bela Um mar de esperança Em ti deponho confiança Barca do amor Amor de barca E me livres deste tormento MEU MENINO MEU RICO MENINO! Nas asas da andorinha de madeira que me prendaste, eu voava corria sonhava e nelas o meu sonho ia mais além e tu meu menino meu rico menino comigo sonhavas também pareciam palmas a bater as asas da andorin...

Marília Manuela de Bessa Teixeira

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Marília Manuela de Bessa Teixeira Natural do Porto e residente na Maia. Licenciada em Ciências da Saúde, Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria Professora aposentada do Ensino Superior, lecionou nas ESE’s de Évora, de Coimbra, e do Porto. Estudou Pedagogia e Administração aplicada à área da saúde na Faculdade de Letras e na EEAE, Lisboa. Foi Provedora dos Estudantes da ESE do Porto entre 2011 e 2018. O gosto pela poesia surgiu já na infância, quando começou a ler e a recitar, na escola primária, poemas simples de autores populares. Hoje, a convivência com poetas de todo o mundo, consolida o seu amor à Poesia. Ao longo dos anos tem escrito e publicado em diversos meios de comunicação, revistas e coletâneas de poesia, portuguesas e espanholas. EVIDÊNCIA A espuma branca de ondas rebentando Nas rochas duras da praia deserta Era a imagem da dor consumando Dentro de mim uma chaga aberta Quando raivosas na pedra batiam E salpicavam meu rosto sereno Igual às mágoas que me con...

Conceição Ruivo

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Sozinha no meu terraço Aqui, no meu terraço Esbarro a vista Nestes medonhos muros De prédios enormes e sujos Que outrora foram armazéns De pesca e de pescado Terra de mar, eu sei. O mesmo que em dias cinzentos Nos enegrece a alma E nos atira, sem dó nem piedade Contra os rochedos pontiagudos Ferindo-nos a alma O corpo, esse já se habituou À agressividade do mar Aos encontrões da vida Aos dissabores azedos Que nos consomem as entranhas Sozinha, no meu terraço Eu tenho o sol que me abraça Julgo ouvir o barulho das ondas Enraivecidas a baterem na areia Sinto o vento da Serra Ouço os pardais da Primavera E os guinchos das gaivotas Que irrequietas e soberbas Poisam nestes telhados velhos Aqui, no meu terraço CR – 9 de abril de 2020 (em clausura do Covid 19) Sublime doçura Com a suavidade de uma borboleta Pousada nas pétalas de uma flor Assim acaricias o meu corpo Com a ponta dos dedos Deslizas por cada centímetro do meu ser Acariciando-me Sentindo-me a ceder A cada investida A todas as inve...

Filomena Fonseca

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FILOMENA FONSECA Nota biográfica Natural de Landim - V. N. de Famalicão. Lic. Estudos Artísticos e Culturais pela Universidade Católica. Foi bancária no BPA/Millennium BCP. Publicou: poesia “Os Degraus da Casa” em 2008, c/ 2ª edição em 2015. Prosa “A Vida é um Desafio” em 2018. Coautora em mais de quarenta Antologias Poéticas. Publica regularmente poesia na imprensa regional e participa em tertúlias. Pinta e expõe desde 1983. Distinguida com vários prémios. Representada em coleções públicas e particulares. Executou diversas ilustrações em obras literárias. REAPRENDER A VIDA Sem presságio nem razão entrou o susto nas nossas vidas a abrir fendas de medo e solidão. Ao desenhar a curva dos desejos, as mãos ansiosas de voos ousados embalam saudades de antigos ensejos. No ar repousante das manhãs há um aconchego forçado, indeciso e exagerado a reduzir os nossos passos e num sentir mudo e profundo em desavença com o mundo secaram as fontes dos abraços. Medindo distâncias, contrariados, reapre...